Dominância Cerebral na Aquisição de Conhecimentos Gramaticais (parte 3)

Como um professor de língua inglesa poderia despertar o interesse do aluno no aprendizado de gramática?

Em primeiro lugar, realizando um trabalho investigativo e exploratório em sala de aula. O professor, junto com os alunos, levantaria questões sobre o porquê da gramática ser considerada pela maioria a parte mais difícil do aprendizado. Esse questionamento serviria de base para se lançar aos alunos outras questões: O aprendizado pode estar relacionado à nossa dominância cerebral? O modo de aprender de cada um de nós é singular? De acordo com nossa dominância cerebral podemos ser denominados de Analíticos ou Holísticos? Vamos fazer, então, um teste diagnóstico para saber qual dos nossos hemisférios cerebrais é o mais predominante: Esquerdo ou Direito?

Apresento o teste cuja fonte de pesquisa é resultado de um trabalho monográfico em Pós-graduação em Lingüística Aplicada da Língua Inglesa, adaptado do Reader’s Digest (2004, p.25)



MAXIMIZE O POTENCIAL DO SEU CÉREBRO

Um questionário de identificação da dominância do hemisfério cerebral



SIM NÃO D/E

1. Você normalmente tem intuição?

2. Você gesticula quando fala?

3. Você é capaz de dizer quanto tempo gastou sem ver um relógio?

4. Quanto você tem intuição, você a segue?

5. Você prefere aprender uma nova dança seguindo a seqüência em sua cabeça ao invés de repetidas demonstrações?

6. Você acha álgebra mais fácil que geometria?

7. Você entende o significado do que as pessoas dizem sem conhecer a língua delas?

8. Quando você vê uma figura em um livro, você lê a legenda antes de analisar a imagem?

9. Você se lembra melhor das pessoas que de nomes?

10. Você prefere terminar uma tarefa antes de começar a próxima?





• Respostas 1, 2, 4, 7, 9: Sim = direito (D). Não = esquerdo (E)

• Respostas 3, 5, 6, 8, 10: Sim = esquerdo (E). Não = direito (D)



Este teste propicia uma atitude de questionamento e interesse pelo aprendizado do aluno, da gramática em si.

Estudos em Psicologia da Educação demonstram que as pessoas têm capacidade de aprender qualquer coisa, inclusive em uma segunda língua e que nós nos utilizamos de duas estratégias distintas: Analíticos ou Holísticos. Os aprendizes poderiam de fato, serem classificados de acordo com as estratégias de que se utilizam para aprender.

Baseado em Hartnett (1985 apud CELCE-MURCIA e HILLES, 1988), os alunos que apresentam o lado esquerdo do cérebro como dominante são chamados de Analíticos e os com o lado direito como dominante de Holísticos.

A diferença básica entre os dois hemisférios está relacionada à linguagem. Nenhum ser humano apresenta um hemisfério dominante antes de começar a falar. Em princípio, os dois lados do cérebro exercem a mesma função, cada um realizando sua função específica.

Reflexões apresentadas,fica registrada a clara preocupação em se buscar respostas que nos trarão mais dúvidas, mas este é o papel dos profissionais da Educação:indagar, re-pensar seu pensar, entender para agir.

No próximo artigo, as diferentes estratégias de que nos utilizamos para aprender de acordo com a dominância cerebral! Mas para isso, faça o teste e descubra em que ferfil você está:Analítico ou Holístico. Se der empate, considere-se com o lado esquerdo do cérebro ainda predominando. Investigue-se!!!

MARALIZ LEITÃO, professora docente de Língua Portuguesa e Inglesa, especializada em Tradução, pós-graduada em Lingüística Aplicada da Língua Inglesa — Friburgo/RJ + (21) 9368 7811 / (22) 2533-3004 * maraliz@oi.com.br\r\n

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
\r\nALLWRIGHT, D. Principles of and for exploratory practice. Mimes. Lancaster University, United Kingdom, 2002
\r\nCELCE-MURCIA, M; HILLES, S. Techniques and resources in teaching grammar. England: Oxford University Press, 1988
\r\nFREIRE, P. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979
\r\nGADOTTI, M. Projeto Político Pedagógico da escola: fundamentos para sua realização. In Autonomia da Escola: princípios e propostas. São Paulo: Cortez, 1997
\r\nMASETTO, M. T. Aulas vivas. São Paulo: M.G, 1992
\r\nMILLER, I. et al. Pela qualidade de vida na sala de aula. In 2o Seminário Internacional de Educação. Campinas, 2003
\r\nPERRENOUD, P. A prática reflexiva no ofício do professor: Profissionalização e Razão Pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002
\r\nPÓVOA, H. et al. Nutrição Cerebral. Objetiva, 2005
\r\nRAPOSO, E. Teoria da Gramática. A faculdade da linguagem. Lisboa: Editorial Caminho, 1992
\r\nREADER’S DIGEST. Maximize o potencial do seu cérebro. In ALDRIEDGE, S. Et al, Cérebro esquerdo – cérebro direito. Rio de Janeiro: Seleções do Reader’s digest, 2004
\r\nROMÃO, J. E. Avaliação dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 1999

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