Tempos de Colégio (14)

Começo a escrever sem lembrar muito bem como ficou. Até o último parágrafo terei perguntado e, talvez, sabido algo.

Eu fazia parte da turma que ajudava a arrecadar grana para a formatura do ginásio, não participava, efetivamente, da comissão. Tenho a ligeira impressão que não contribui com grana diretamente. É isso que eu gostaria de saber: nossa festa foi feita somente à custa de nosso trabalho ou entramos com algum?

Minha primeira participação foi num arrasta-pé que rolou no salão da Aliança Francesa. Acho que foi, também o primeiro que a turma fez. Dessa vez não poderei recorrer ao Jaime já que ele era de uma turma mais antiga que a nossa.

Dos participantes de nossa comissão de festa só tenho certeza de uma: a Pato Rouco. Sobre as outras ficam apenas suposições. Irani (?), Maria Teresa (?), Lacek (?). Quem se lembrar, tiver participado, favor me informar. Mera curiosidade histórica.

Começamos nosso levantamento de grana ainda no 3º ano. No início desse ano eu ainda não dançava e colaborava vendendo ingressos, ajudando no bar ou na portaria. É possível que o local nos fosse cedido graciosamente. A grana era um veículo, não algo cultuado, exigido e gasto estupidamente como se faz hoje. Entenda-se, não na mesma medida, a estupidez sempre fez parte da espécie humana.

Não sei se essa última observação tem a haver com um livro que costumava pegar para ler em nossa biblioteca: ‘A história da estupidez humana’. Ainda existe no Mendes a biblioteca e os livros daquela época? Fiquei curioso.

Voltando ao baile, naquela época nomes famosos eram: Orquestra Severino Araújo, Waldir Calmon. Ed Lincoln e Steve Bernard. Esse último tocou em nosso baile, no Jequiá. Como cantores Pedrinho Rodrigues e o Sílvio César.

Um domingo desses na Rádio Roquete Pinto, 21 às 23 horas para os interessados, ouvi o programa ‘Tangos e Boleros’. Viajei na maionese através do tempo. Saudades e vontade de sacolejar o esqueleto nas domingueiras do Jequiá. A cuba-libre, o hi-fi e o samba (cachaça com coca-cola) eu deixaria de lado, nunca formam mesmo a minha praia.

Disseram-me que o Jequiá deixara de ser o mesmo e depois se recuperara, mas faltarem informações mais atualizadas. Será que existirá alguém mais aí com esse desejo de sacolejo? Vou fazer os contatos. Se o Jequiá não der, vamos pensar em local alternativo. Quem sabe deixar por conta de formandos ou futuros formando do Mendes. Eles faturam um troco para suas formaturas e nós não temos trabalho. Aguardo sugestões. Lembrando às turmas dos finais de 50 e início de 60 que agosto é tempo de encontro. Esse ano volta à casa da Júlia, na terceira semana.

MOACYR WALDECK é ex-aluno do Colegio Estadual Prefeito Mendes de Moraes (1957: 2º gin/1960:1ºcient)- mowaldeck@yahoo.com.br (veja mais)

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