Vida Leve (1)

Para se levar uma vida leve é preciso uma adequação em nosso estilo de vida. Aqui vão resumidas algumas das atitudes que tornam a nossa vida leve.

Fundamental: não se apegar a coisas que não são nossas, que não nos pertençam. Isso traz, como consequência, menos ódio em nosso dia a dia. Odiar é ficar aprisionado a outra pessoa, alguém que nos faz (fez) mal ou mesmo ficar obrigado, logo preso, a desejar mal a quem nada nos fez. As conseqüências são péssimas, seu fígado, seu coração, sua pressão também vão ficar péssimos, não só a sua cabeça.

Não se trata aqui de trabalhar os sentimentos de ódio e sim não trazer para dentro de nós o ódio.

Um exemplo.

Quando alguém fala mal de nós, imediatamente a nossa boca espuma (rs)? Desejamos e falamos imediatamente mal daquela pessoa?

Vejamos. Você é realmente esse mal? Seu ódio, então, está dirigido para uma pessoa que descreveu você adequadamente. É, nada temos a dizer aqui, pois o mal está em você. Estamos falando para as pessoas que encontram um mal fora, que não deveriam trazer esse mal para dentro de si e não reagir de forma espumante, falando mal do outro.

Atenção, pode ser que o mais malvado não seja aquele outro, mas o que está trazendo a notícia para você.

De qualquer forma, o que fazer para não espumar? Dizer é simples, fazer nem tanto. É preciso tempo, treinamento e vontade de levar uma vida leve. Vontade não é desejo e já falamos disso anteriormente.

O treino pode começar agora com você lembrando de situações espumantes. Ao se lembrar você, dessa vez, reagiu de forma menos violenta? Por quê? Porque há um distanciamento. Essa é a chave: distanciar-se.

Uma das maneiras de evitar a espuma é perguntar ao leva-e-traz se ele acha isso mesmo que o outro falou. Se ele falar que sim, é bom você despertar sua curiosidade e fazer uma série de perguntas a respeito, pois talvez você seja mesmo esse mal que dizem de você. Cuidado, não vá logo acreditando que você é, faça uma análise mais profunda. Pode ser que tanto um quanto o outro estejam avaliando incorretamente, daí as perguntas.

Se o leva-e-traz respondeu não, vá fazendo outras perguntas em torno do tema e conclua: ”se não sou nada disso que a pessoa fala, então por que vou me preocupar com isso, é pura bobagem. Assim como você (o leva-e-traz) sabe muito bem que não sou, as outras pessoas que me conhecem vão avaliar como você e as que não me conhecem não me conhecem, logo não tenho que me preocupar com elas”. No processo de desarmar o leva-e-traz, você também se desarma e não carrega para dentro de você o mal que ele ou aquele outro quiseram colocar dentro de você.

Faz parte do exercício sobre sua lembrança pensar em perguntas que você deveria ter feito e alguns tipos de resposta que o leva-e-traz lhe daria. Quem sabe ir além, recordando com ele e fazendo-lhe perguntas.

Demos um exemplo. Lembre-se de outras situações espumantes e como você poderia se distanciar do malefício que foi trazer o ódio para dentro de você.

Treine bastante, depois nos diga o que aconteceu.

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MOACYR WALDECK é psicólogo clínico (CRP 05-21093). Trabalhou com grupos de redução de peso, combate da ansiedade, compulsividade e estresse. Preparou vestibulandos para redução de estresse no período de provas, reforço de memória e aceleração de aprendizado. Foi instrutor de Relaxamento na SOHIMERJ, onde fez sua formação. - Tel.: (21) 9 9322-4691 – Rio de Janeiro/RJ - mowaldeck@yahoo.com.br - (veja mais)

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