EEUU, Conhecer Estudando

A nossa amiga Elizabeth colocou na cabeça que um dia moraria nos EEUU. Tanto fez que acabou, não apenas morando, mas casando e constituindo família por lá. Quando as saudades ficam muito grandes e os ventos sopram a favor, ela dá um pulo na velha terrinha e, recuperada, volta pra casa (agora é lá). Para dar uma idéia para quem, sendo estudante, queira dar uma passada de tempos por lá ela nos fala um pouco do seu trabalho.

Quem ficar interessado e quiser saber um pouco mais é só nos escrever que encaminharemos a correspondência para a Beth ou, preferencialmente, acesse o site do CIEE http://us.councilexchanges.org.



Sou Coordenadora Local dos Estudantes de Intercâmbio nessa área onde moro. No momento tenho trabalhado somente com uma High School que fica perto da minha casa: Kings High School. Aqui as escolas são divididas por distrito. Moro na cidade de Mason, subúrbio de Cincinnati. O imposto que pagamos para as escolas (todo mundo tem que pagar, independente de ter filhos ou não nas escolas) vai para o distrito de Kings. Dessa forma, meus filhos também têm que estudar nas escolas do distrito de Kings. Só posso mudar meus filhos de escola, se eu quiser colocá-los em escolas particulares, o que é caríssimo e o ensino não é tão bom como das escolas do governo (nota do vidaleve: O Brasil já foi assim em qualidade de ensino).

Os estudantes de outros paises, que vêm por esse programa onde trabalho, tanto podem ir para escolas do governo como para escolas particulares. Vai depender se arranjo escola e família para eles.

Qualquer estudante que queira participar desse programa tem que se inscrever nos país de origem, ter fluência no inglês, pois quando chegam aqui vão direto para escola por um ano e eles têm que entender tudo que estão estudando. Também é exigido deles um teste de inglês, pois as escolas só os aceitam se eles tiverem uma nota muito boa nesse teste.

Esse é um programa de intercambio cultural. Os estudantes vêm para aprender as diferenças culturais e, ao mesmo tempo, ensinar para a família e outras pessoas na escola algo do seu próprio país. Também por isso é exigido que eles tenham fluência em inglês, pois eles não vêm para aprender inglês e sim melhorá-lo. O mais importante é a troca de experiências e fatos culturais.

O meu trabalho aqui é mais no sentido de arranjar escolas e famílias para os estudantes. Depois que eles chegam aqui, eu tenho que orientar juntamente com a família e acompanhar o desenvolvimento do estudante na escola e com a família. Se houver algum problema cabe-me resolver juntamente com o estudante / família / escola.

Para arranjar vagas nas escolas eu tenho que marcar audiência com a pessoa responsável na escola. Pode ser o diretor, o vice-diretor ou o psicólogo escolar. Uma vez que tenho tantas vagas para essa escola, terei que conseguir famílias para os estudantes, o que é uma das coisas mais difíceis, pois tenho que me envolver muito com pessoas de igrejas, clubes, jogos, amigos etc, além de colocar anúncios em jornais.

A seleção de uma família não é fácil. Depois que encontro uma que se proponha hospedar um estudante, tenho que entrevistar aquela família e avaliar se realmente se ela tem condições financeiras, psicológicas e sociais de ter uma pessoa de outro país com diferenças culturais etc, além de tratar o estudante como se fosse parte da própria família. Ela tem que ser bastante equilibrada financeiramente, emocional e psicologicamente. Normalmente procuramos pessoas que gostam de se divertir, viajar, de mente aberta (open mind).

Depois, eu trago para essa família alguns perfis de dois ou três estudantes e todos da família decidem com quem querem ficar. Sendo decidido e escolhido o estudante, preparo todos os formulários da família e faço mais duas entrevistas com duas pessoas que conhecem aquela família para que me dêem informações sobre ela. Se tudo estiver ok, peço para ser feito o "Nada consta" na polícia federal para todos os membros da família (isso é mais por questão de segurança para o estudante). Depois de tudo isso, encaminho todos os formulários para o escritório em Boston para ser aprovado.

Após aprovado esse processo, entramos em contato com o estudante por e-mail e a família também para trocarem informações. Ficamos, então, aguardando o estudante. Normalmente ele chega aqui em agosto quando começa o ano letivo e fica por um ano, se não tiver nenhum problema. Se as médias na escola começarem a baixar e o estudante não conseguir superar, ele é mandado de volta ao seu país de origem.

O meu trabalho de acompanhamento é o seguinte: Tenho uma reunião com o estudante e a família uma vez por mês. A cada 2 meses tenho que preencher alguns formulários onde descrevemos o desenvolvimento do estudante ou problemas, e tudo que ele tem feito na escola e com a família. Envio esses formulários preenchidos para o escritório em Boston.

Aqui na cidade de Cincinnati eu tenho uma supervisora do programa, a qual me dá suporte e ajuda quando preciso.

É um trabalho interessante e muito compensador quando os estudantes têm um ano bom e uma ótima família, mas pode ser estressante quando algo de errado surge. No momento não o estou fazendo muito porque meu filho menor vai à escola na parte da manhã. A partir de agosto, ele começa a primeira serie e, assim, terei mais tempo. Ainda não sei se continuo com esse trabalho ou se vou arranjar um outro (de preferência em escola também).

Espero que consigam tirar algum proveito dessa matéria.

Veja Também (na internet)

ELIZABETH BRAUN é pernambucana, apaixonada pelos EEUU, casou-se com um americano e agora mora por lá... mas, às vezes, pinta uma saudade... Esse é um programa para quem já tem um razoável conhecimento de inglês. Alguns de nossos colaboradores têm uma boa experiência sobre a vida lá fora e da preparação necessária, principalmente em conversação.

\r\nSe você mora no Rio ou em Niterói (Grande Rio) entre em contato com a Nilza ( Professora do Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU) - 1960/85 / Orientadora Acadêmica do Serviço de Consultas Educacionais da Comissão Fulbright, Coordenadora Nacional do Serviço de Consultas Educacionais, Chefe de Escritório – 1980/2004 * (21) 2511-3749 * nwaldeck@globo.com * veja seu extenso currículo em nosso Indicador profissional)

\r\nSe você mora em Teresópolis/RJ contate a Rita ( leciona inglês e espanhol, além de ser tradutora nesses dois idiomas. Nas horas vagas passeia de bicis pela Europa (ou será o contrário?) - (21) 3642-2721 * ritamaga2003@yahoo.com.br )

\r\nSe você mora em Nova Friburgo/RJ contate a Maraliz ( professora docente de Língua Portuguesa e Inglesa, especializada em Tradução, pós-graduada em Lingüística Aplicada da Língua Inglesa — (21) 9368-7811 — maraliz@oi.com.br )\r\n\r\n

Hospedagem