Papo Sem Fim - Infopsicoterapia

Acabo de receber uma proposta que me pareceu inusitada. Atendimento psicológico pela Internet. De certa forma poderia ser dito: “até certo ponto...”. Por que? Simples: só agora percebi que já o venho fazendo ao participar da assessoria para emagrecimento do vidaleve. Já estou atendendo pela Internet!

Talvez eu tenha embarcado no comentário de quem intermediou esse contato, uma pessoa que não gosta muito dessa tal de Internet, ainda que se veja obrigada a utilizá-la. Realmente é algo bem diferente de uma sessão terapêutica em consultório.

Perceber que se fazia algo que passou despercebido, como no meu caso, é um exemplo do que as sessões de terapia proporcionam. Todos, terapeutas inclusive (como acabamos de ver), costumamos perceber o alheio muito mais facilmente do que a nós mesmos. Nossos olhos são uma linha divisória. À nossa frente enxergamos, dos outros, os corpos e os comportamentos. Os nossos estão atrás. Pelo menos o rosto, as costas, o que nos faz buscar os espelhos para que possamos nos perceber. Como o restante do corpo fala, algumas vezes mais do que a própria boca, a Internet nos faz perder essa importante interação. Talvez as webcans possam desfazer essa perda. Talvez. Ainda estou em débito com essa tecnologia.

Vejamos outros eventos que possam interferir, diferir da prática do consultório. A regularidade do contato. Sessões marcadas em dias e horários determinado dão um ritmo ao trabalho. Como fica isso na Internet? Que terapeuta, que paciente acessarão a rede com a mesma regularidade do consultório? Como o atendimento psicológico on line é novidade, gostaria que os colegas que já têm experiência me dissessem algo a respeito. Aliás, gostaria de ter informações, também de pacientes internautas. Como foi?

Talvez em certos aspectos a infopsicoterapia deixe a desejar, talvez em outros seja interessante como, por exemplo, mais de mil quilômetros de distância.

Pagamento? Acabo de ver uma experiência interessante. Noutras áreas, mas por que não aqui? O usuário define quanto vale o serviço. Haverá quem nos desvalorize em favor de seu bolso? Certamente, é uma característica humana (ou de alguns humanos), mas acreditar na espécie (ou em parte dela) vale à pena. Seja como psicólogo, seja como humano.

MOACYR WALDECK é psicólogo clínico (CRP 05-21093). Trabalhou com grupos de redução de peso, combate da ansiedade, compulsividade e estresse. Preparou vestibulandos para redução de estresse no período de provas, reforço de memória e aceleração de aprendizado. Foi instrutor de Relaxamento na SOHIMERJ, onde fez sua formação. - Tel.: (21) 9 9322-4691 – Rio de Janeiro/RJ - mowaldeck@yahoo.com.br - (veja mais)

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