Papo - Emagrecimento (4)

Curiosamente, é grande o interesse de nossos visitantes pelo assunto que vem se repetindo nessa página: emagrecimento. Está parecendo mesmo um papo sem fim, mudaremos nos próximos números. Certamente para voltar mais adiante. Mudaremos porque abrimos espaço para que, em outra página, uma de nossas visitantes fale, com muita propriedade, sobre esse assunto, já que ela está conseguindo obter resultados positivos em seu processo. Mais do que isso, ela tem confiança que chegará a seu objetivo final.

Não houve nada mágico, mas um trabalho contínuo e gratificante, apesar de toda as dificuldades que ela teve que superar. Como ela encontrou algum apoio nas páginas do vidaleve, resolveu nos pedir um espaço para divulgar os resultados obtidos, dificuldades e estratégias usadas para superá-las. A sua idéia é que, a partir do relato de sua experiência, outras pessoas se animem e consigam os benefícios que ela vem obtendo. Como este é o Espaço (Ser), que assim seja. Colaboremos todos nós para uma vida mais leve.

Antes de suspender, temporariamente, o papo sobre emagrecimento (nesta página), aproveitamos para dar toques que julgamos importantes. Alguns deles em cima do papo da Valéria. Comecemos pela animação que toma conta dela neste instante.

É o seu alto astral que a faz caminhar, progressivamente, em direção a sua meta. Ponto para ela! Ponha você também esse ingrediente no seu processo: ANIMAÇÃO Como encontrá-la? Comece por avaliar o motivo que leva você desejar reduzir peso. Ele deve, primeiramente, SEU motivo. Se for dos seus pais, marido/mulher, vizinho, e não seu, você vai considerar que não diz respeito a você. É como se você não tivesse nada a ver com isso, você só está fazendo para que eles parem, ou diminuam, todo esse blá-blá-blá a respeito da obesidade.

A Valéria nos relata: "... não estava bem comigo nem com a minha vida, comecei a ter picos de pressão..."

Esse é um acontecimento comum a muitos obesos, não estar bem consigo e/ou a vida. A comida costuma ser uma compensação porque nesse procedimento há uma memória de prazer. Algumas vezes enfrentar a situação para ficar bem consigo e com a vida é algo difícil, aí a pessoa deixa-se sucumbir pelo prazer (que costuma matar). Essa é a mesma questão das drogas: anestésicas, sugestivas de um prazer compensatório à dor. Algumas cobaias perderam a vida em laboratório para comprovar a afirmativa de que o prazer é capaz de matar. No caso dessas pobres vítimas da ciência, a fome era a dor a ser evitada. Todas as vezes que elas eram pressionadas pela fome, seus centros de prazer eram estimulados e, então, elas se mantinham satisfeitas até nova dor, novo estímulo ao prazer. O processo foi-se repetindo até a falência total de seus organismos por falta de nutrição.

No caso dos obesos, por incrível que possa parecer às mamães que têm o hábito de superalimentar seus bebês, é a falta de nutrientes que gera as comorbidades que se associam à obesidade. Quantidade, como deveria se saber, não é igual a qualidade. O círculo vicioso só faz aumentar o tamanho do corpo e as doenças: comida, carência de nutrientes, fome, mais comida. Chamamo-nos racionais, mas o óbvio não é sempre tão óbvio assim...

"Na primeira avaliação eles disseram que eu teria que emagrecer 46 quilos. Receitaram-me remédio e aquela dieta convencional com 3 colheres de arroz 2 de feijão."

Aqui estamos diante de alguns possíveis equívocos. Primeiro, seja lá qual for o ramo de atividade humana, há profissionais e profissionais. Ir a um determinado profissional para solucionar uma questão específica não é o suficiente, ainda que necessário. A coisa não passa, apenas, por questões éticas e boas intenções. Passa também por experiência, crenças do profissional, atualização, condições da patologia e a adequação de técnicas. Nós, seres humanos, temos a mania de tomar as nossas verdades como a verdade no mundo e de tomar as regras aprendidas como imutáveis e sempre aplicáveis a situações que nos parecem ser as mesmas. As práticas curativas, sejam elas medicinais, nutricionais, fisioterapêuticas, psicológicas etc, não são EXATAS, ainda que em algumas vezes possam assim parecer e serem apregoadas como tal.

A ciência costuma dizer que: "DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS, SEGUNDO AS OBSERVAÇÕES EFETIVADAS, COM OS INSTRUMENTOS DISPONÍVES, A PARTIR DE PREMISSAS TIDAS COMO VERDADEIRAS, SÃO PROVÁVEIS OS SEGUINTES RESULTADOS:..." Todo esse conjunto de palavras, entretanto, é, muitas vezes, substituída por narizes empinados (leia-se empáfia) pela expressão: "a verdade (da qual sou possuidor) é:..."

Levando-se em consideração todas essas observações, propõe-se que após algum diagnóstico se busque uma segunda (ou terceira) opinião.

Remédios para emagrecer? Há uma quantidade enorme de profissionais, como nós, que discordam dessa proposta. ATENÇÃO: nem tudo é aquilo que se parece. Como foi o procedimento que levou ao remédio? São simplesmente inibidores de apetite? Somos contra. Serão reguladores de função hormonal resultante de disfunção glandular efetivamente detectada? Neste caso o remédio é aplicável. Logo, colocar tudo num mesmo saco de gatos é inadequado. Cada caso é um caso.

Uma dieta convencional? Consideramos que tal não exista. O que há é um estereótipo extremamente explorado, mas que, para alguns profissionais, é verdadeiro. O programa mundial mais efetivo de emagrecimento, os vigilantes do peso, foi iniciado não por profissionais de saúde, mas por pessoas interessadas numa troca, tão necessária a nós, seres humanos, para geração dessa animação e apoio em direção a objetivos. Esse programa tem-se modificado ao longo dos tempos e hoje ele está de acordo com o dizer de uma variedade enorme de profissionais: é comendo que se emagrece! A questão, como já se disse, está na qualidade, não na quantidade.

Você está usando profissionais no seu processo de emagrecimento? Interaja mais com eles, informe de seus progressos, de seus retrocessos, de suas dificuldades. A honestidade é primordial. É possível que para alguns isso não tenha significado, mas para muitos sim e a pessoa que mais se beneficiará desse seu comportamento é você mesmo. Dietas e orientações poderão ser modificadas ou acrescentadas. Não se esqueça que você contratou um profissional para acompanhar você num processo que nada tem de exato. E ele não é adivinho!

Adivinhe o que vamos fazer.

Parar por aqui.

Até junho!

MOACYR WALDECK é psicólogo clínico (CRP 05-21093). Trabalhou com grupos de redução de peso, combate da ansiedade, compulsividade e estresse. Preparou vestibulandos para redução de estresse no período de provas, reforço de memória e aceleração de aprendizado. Foi instrutor de Relaxamento na SOHIMERJ, onde fez sua formação. - Tel.: (21) 9 9322-4691 – Rio de Janeiro/RJ - mowaldeck@yahoo.com.br - (veja mais)

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