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Iridologia / Irisdiagnose

IRIDOLOGIA OU IRISDIAGNOSE?

É interessante analisar que as chamadas "terapias alternativas", conquanto apresentem um rosto de modernidade, têm origem em observações e pesquisas antigas, algumas de tempos imemoriais. É o que acontece com a pesquisa sobre iridologia e irisdiagnose.

IRIDOLOGIA é o estudo da íris, ou parte escura dos olhos que é circundada pelo chamado "branco dos olhos". É o estudo que pesquisa a íris desde a sua anatomia, fisiologia, histologia, farmacologia, patologia até a possibilidade de conhecer a constituição geral e parcial do indivíduo.

IRISDIAGNOSE: as informações a respeito da constituição deste mesmo indivíduo estão refletidas na íris através de uma topografia onde cada órgão encontra-se representado em áreas específicas e todas as alterações ali nos fornecem um diagnóstico da situação deste órgão. Então, podemos resumir: IRISDIAGNOSE é o método de diagnosticar as doenças ou alterações orgânicas pela direta observação da íris. Ela brilha com a saúde e se torna nublada com as enfermidades. Ela guarda marcas e cicatrizes de tudo o que nos acontece, a nível físico ou emocional e nela inscrevemos a nossa história.

É importante ressaltar aqui que a Irisdiagnose não dá diagnóstico no sentido usual do termo. Por exemplo: a irisdiagnose não poderá diagnosticar se uma pessoa tem pneumonia ou câncer ou diabetes. Ela dará uma informação do estado toxêmico e circulatório geral, sugerindo os órgãos mais afetados, desvitalizados, onde provavelmente se desenvolverá uma doença. Cientistas russos concluíram que, quanto mais marcada for a íris de uma pessoa, tanto menor a sua resistência às doenças, a sua vitalidade. De saída, já é um dado valioso para o terapeuta.

Os gregos chamaram esta parte dos olhos "de íris em homenagem à Íris, deusa do arco-íris, e mensageira das potências macrocósmicas ou dos deuses” (Arnaldo Gauer). Tal como a deusa Íris, mensageira das potências macrocósmicas, a íris do olho é a mensageira das potências microcósmicas de nosso universo interior: nosso físico, coração, cérebro, fígado etc; nosso sistema emocional; nosso sistema psíquico. Cada órgão está mapeado na íris tal como está mapeado na sola dos pés, na orelha, nas mãos; quiçá numa célula.

Nos tempos modernos, a redescoberta da iridologia tem sido atribuída a Ignatz Vonpeczely. Em 1832, com dez anos de idade, ele brincava com uma coruja que o feriu com suas garras. Tentando libertar-se, Ignatz fez um movimento tão brusco que quebrou a perna da ave. O menino percebeu que imediatamente se formou uma marca na íris da coruja e observou ainda que a marca desaparecia à medida que se curava. Ignatz formou-se em Medicina e pesquisou, em humanos, o que observara na íris de sua coruja. Publicou seu primeiro trabalho em 1880 relatando suas descobertas, iniciando assim um caminho com muitos seguidores.

Das muitas pesquisas realizadas resultam atualmente vários sistemas pelos quais podemos sondar os mistérios da íris, através das irregularidades em seu sedoso tecido: a irisdiagnose que estuda os órgãos; o método Ray Id que estuda o comportamento; a iridossomatologia que estuda as funções e mede o valor da saúde; pesquisas baseadas na Medicina Chinesa e etc...

Numa análise completa da íris o terapeuta interpreta seus sinais sob a perspectiva destes diferentes sistemas. Da perspectiva orgânica ele acessará a saúde física, a integridade dos órgãos, o sistema linfático, a quantidade de toxinas, o sistema imunológico etc...

O tratamento tende para a utilização das terapias vitalistas (naturismo, homeopatia, acupuntura, florais e outras), com o acompanhamento da remissão dos sinais da disfunção na íris, (para as terapias vitalistas, a mera remissão dos sintomas não significa cura).

Podemos observar, além do aspecto orgânico, o aspecto psíquico e emocional. Através do método Ray Id, sabemos como o Id emite seus raios para se dar a conhecer. O conjunto de sinais na íris fala do comportamento, da personalidade do indivíduo, de suas tendências. É possível ao indivíduo se conhecer melhor, harmonizar relacionamentos, com uma compreensão maior do outro e de si mesmo.

Na íris detectamos a herança genética do indivíduo. Se há predominância paterna ou materna - o que é importante para compor um diagnóstico que compreende o ser de forma holística.

Enfim, cada íris é um universo fascinante. somos um holograma. Só precisamos começar a compreender nossos códigos e sinais. Cada partícula nossa tem sua maneira distinta de expressar a mesma coisa: quem somos nós.

Que a nossa deusa-íris menina dos olhos possa ser a mensageira de um Universo Interior cheio de harmonia.

LAILA - Dirigente do Grupo Shamballa - Rio de Janeiro/RJ - (21) 3366-0144 shambalaila@ig.com.br - Artigo publicado originalmente no jornal Semear - Ano I - Número 8 - Outubro 2003

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