Berinjela – O alimento remédio

Existem basicamente três tipos de berinjela (Solanum Milorgena): a comprida, a meio comprida e a redonda. Ao comprar a berinjela, escolha as variedade de maior valor nutritivo, que são aquelas que produzem frutos com coloração roxo-azulada ou quase negra, de formato ovalado. Sua casca deve ser lisa e firme. Como a berinjela é comida frita, grelhada ou assada, é importante ressaltar que, no seu cozimento, existirão perdas apreciáveis de ferro (20 a 50%), fósforo (15 a 45%), cálcio (10 a 30%), vitamina B1 (5 a 25%) e vitamina C (5 a 20%). Portanto, como norma geral é aconselhável cozinhá-la sempre em pouca quantidade de água e baixa temperatura, aproveitando-se a água restante em outras preparações. Rica em celulose torna-se um alimento pouco digestível quando consumida crua.

As berinjelas, além de constituírem a base de muitas receitas da culinária internacional, são muito usadas em fitoterapia e cosmética. Apresentam consideráveis propriedades medicinais como:

· Cataplasma – as folhas da berinjela se prestam ao preparo de cataplasmas emolientes para queimaduras e abcessos.

· Calmante – o suco ou gotas da tintura de berinjela tem efeito sedativo com virtudes parecidas com às da alface.

· Diurético – estímulo que proporciona às funções hepáticas. Estímulo à produção da bílis e, além disso, ajuda a diminuir o teor de colesterol no sangue.

Em cada 100g de berinjela encontramos as vitaminas retinol (2 mcg), tiamina (50 mcg), niacina (0,5 mcg), ácido ascórbico (1,1 mcg), os minerais sódio (38,2 mg), potássio (112,27 mg), enxofre (20 mg), cálcio (11 mg), fósforo (21 mg), ferro (0,6 mg) além de glicídeos (4%), proteínas (1%) e calorias (19 kcal).

As informações deste artigo são resultado de pesquisas levadas a efeito pela Pharmácia Natural em convênio com o controle de qualidade da Fundação Bio Rio (Ilha do Fundão - Rio de Janeiro).

DÉBORA PAES, falecida, foi farmacêutica (CRF 6046) responsável técnica pela PHARMÁCIA HOMEOPÁTICA NATURAL - Teresópolis/RJ (Esta é uma condensação do artigo publicado originalmente no Teresópolis Jornal em dezembro/1998)

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